segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Festinha do Perfeito Louvor 2010 - 5 anos



05/12/2010


domingo, 19 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

@ Do meu jeito

História extraída da revista argentina “El puentecito”. Ilustrada e adaptada pela Pra Gabriela Pache de Fiúza.

Tomas morava no norte de Canadá, era um rigoroso inverno, muito gelado e cheio de nevascas. Num dia frio, Sandy o carteiro, tinha uma encomenda para fazer. Com pá na mão, ele abria caminho no meio da neve para entregar uma carta muito importante para Tomas.


Quando ele chegou ao seu destino, entregou a carta na mão de Tomas, que ansioso rasgou o envelope. Tomas mal podia acreditar: o tio Pierre, que era milionário, tinha acabado de morrer e no seu testamento o nomeava como o principal herdeiro. A herança era uma verdadeira fortuna!
Mas ao pé da carta havia uma ressalva importantíssima escrita com letras gigantes e em cor vermelho.
“Cada herdeiro deve reclamar sua herança na data e hora indicada. Se alguém chegar após o tempo determinado perde todos os direitos de receber a herança”.


Sandy o carteiro estava vibrando de alegria!
-“Parabéns amigo! Quem diria! Agora você é milionário!! Venha, não perca nem um minuto, eu estou voltando e passarei próximo da cidade indicada na carta. São muitos quilômetros e também vários dias de caminho! Eu estou com meu trenó vazio e esta aqui pertinho. Podemos chegar bem antes do prazo estabelecido na carta!”
Era uma excelente idéia já que Tomas não tinha trenó nem dinheiro para ir até aquela cidade, e ainda que faltassem alguns meses para receber a herança o melhor era sair imediatamente.


Mas para surpresa do amigável carteiro, Tomas respondeu:
-De jeito nenhum! Obrigado pela sua dica, mas eu penso fazer as coisas do meu jeito! Antes de ir, vou trabalhar para ganhar algum dinheirinho para poder viajar com conforto. Não posso chegar lá sem um centavo, parecendo um miserável! Não senhor, nem pensar! Farei as coisas do meu jeito!


Sandy ficou chocado.
- “Do seu jeito?”” Você esta pensando em ficar e trabalhar para ganhar uns míseros centavos enquanto é dono de uma grande fortuna? Não seja tolo, Tomas! Venha comigo! Não perca tempo!”
Mas não houve maneira de convencer Tomas. Ele queria fazer as coisas do seu jeito.
Com muito pesar Sandy pegou o trenó e foi embora deixando Tomas agir “do jeito dele”.



Depois de ter trabalhado e ganhado algum dinheiro, Tomas decidiu empreender a viagem ao sul, para receber a sua herança. Carregou o trenó e saiu. Mas passados dois dias começaram os problemas…


Começou uma tormenta que o obrigou a parar por duas semanas! Tomas dizia:
-Tenho tempo de sobra! Vou ficar neste hotel quentinho até que esta nevasca termine. Na carta havia um pequeno mapa indicando o caminho mais seguro para chegar, mas Tomas decidiu pegar outro que achava melhor.


Depois que retomou a viagem começou a chover e o caminho ficava cada vez mais difícil. Os cachorros estavam cansados e só corriam quando Tomas batia neles com a cinta.
-Assim fica mais emocionante !-dizia Tomas. Este é o meu jeito de viajar!


Dois dias antes de esgotar o tempo, Tomas estava pertinho da cidade onde deveria receber a sua herança. Então pensou:
- Vou chegar no último dia, na última hora e vou e reclamar a minha herança. Será sensacional!Vou aparecer na primeira plana de todos os jornais! As pessoas vão pensar que eu sou o máximo!


Então procurou alojamento a uns kilómetros do seu destino e passou a noite. Quando amanheceu percebeu que uma manada de lobos tinha atacado o estabulo.  Os cachorros apavorados fugiram destruindo o trenó. Era o último dia, e a distancia era longa, o lugar que ele tinha escolhido era desértico. Então teve que empreender a viagem a pé.
Estava muito gelado. Ele escorregava, caia e se levantava na neve. Tomas avançava vagarosamente enquanto as horas passavam velozmente.


Esgotado e congelado Tomas chegou ao anoitecer no escritório do juiz que entregaria a herança, mas a porta estava fechada. E tinha um cartaz pendurado nela:
“FECHADO, TEMPO ESGOTADO”
Havia passado uma hora do tempo estipulado na carta. Era demasiado tarde. Ele não tinha ouvido os conselhos do seu amigo Sandy, nem tinha seguido as instruções da carta. Ele tinha feito as coisas “DO SEU JEITO”… e perdera a sua herança.


Você também deve decidir se vai caminhar pela vida “DO SEU JEITO” com desobediência e rebeldia ou se vai obedecer as instruções sabias e amorosas do seu Pai Deus. Ele nos deixou uma fantástica herança que podemos tomar posse se lermos, acreditarmos e vivermos as verdades da Palavra de Deus. Nela estão as instruções para podermos viver uma vida abundante, próspera e feliz. Devemos fazer as coisas do jeito de Deus, fazendo a Sua vontade. “Seja Feita a Tua Vontade, Assim na terra como no Céu.”

@ Pedrinho, Um Missionário

Histórinha perfeita para iniciar as crianças nas missões. (Dedicada a Sandra Mac, pelo seu serviço aos pequenos). Ilustrção: Gabriela Pache de Fiúza.

 

Pedrinho era um menino muito especial, pois todas as vezes que seu pai viajava quase sempre ele ia junto. O pai de Pedrinho falava:
-Pedrinho! Arrume as suas malas que vamos fazer outra viagem.
-Oba! Que legal! – diz Pedrinho com um sorriso bem aberto – Papai, pra onde nós vamos?
- Nós vamos fazer uma visita ao missionário que trabalha na Tailândia.



Chegando à Tailândia, o missionário os está esperando no aeroporto.
- Papai, olha o tanto de carros. Eu nunca vi tantos carros juntos assim!
- É verdade Pedrinho! Aqui é assim mesmo, quase não dá para andar de tanto carros.
Pedrinho estava super contente com a viagem, porém estava confuso em ver tantos carros e casas juntinhas e pequeninas. Pedrinho, seu pai e o missionário entraram numa casa onde a missionária fazia evangelismo.


- Papai, por que tantas crianças assim juntas?
- Elas estão aqui porque não têm casas.
- E seus pais?
- Filho, depois você me faz estas perguntas.
Até o pai de Pedrinho já estava confuso em ver tantas crianças juntas. De longe Pedrinho vê uma criança que estava muito doente.
Ele chega perto dela e pode ver a tristeza daquela criança, sozinha, doente e sem os seus pais. Pedrinho olha para os lados e percebe que o lugar estava sujo, não tinha pessoas suficientes para ajudar aquelas crianças e a única coisa que podia fazer era dar seu lanche para ela.
- Você quer meu lanche? A criança não entendia a lingua de Pedrinho. -Toma! (Pedrinho tira o lanche e dá para crinça doente).
O pai chega e diz:
-Vamos, meu filho, está na hora de voltar.
Pedrinho sai e nem fica sabendo o nome da criança.No caminho de volta o menino não dá nenhuma palavra.Todos estavam tristes em ver aquelas crianças sozinhas e doentes naquele lugar.


- Papai por que todas aquelas crianças estão sozinhas?
- Os pais de algumas morreram, outras foram abandonadas e algumas estão em tratamento.
Pedrinho não podia pensar em outra coisa a não ser nas crianças daquele lugar.
- Papai, o que podemos fazer por aquelas crianças?
-Não podemos fazer nada!
Pedrinho ficou indignado com seu pai e com a situação.
- Filho,vai dormir que amanhã vamos viajar…
- Boa noite, papai.



Pedrinho antes de dormir intercede pelas crianças com o coração muto comovido: Senhor Deus, eu lhe peço que ajude aquelas crianças enfermas. Que o Senhor as cure de toda doença e que a sua paz esteja com elas. Em nome de Jesus. Amém!
No dia seguinte Pedrinho tem uma idéia e comunica no café da manhã.


Papai sabe o que podemos fazer? Vamos falar das crianças em nossa igreja e descobrir quem quer vir a Tailândia ajudar a cuidar delas.Vamos falar de tudo que vimos aqui e pedir a Deus mais pessoas para vir trabalhar. E quando eu crescer, pai, vou ser um missionário aqui.

- Muito bem, meu filho, vejo que você aproveitou bem a sua viagem. Agora vamos que já estamos atrasados, temos que voltar ao Brasil.
- Outra coisa papai: Eu quero dar minha mesada para os missionários que estão trabalhando aqui todos os meses quero contribuir.
-Muito bem meu filho, a junta de Misões tem um programa de adoção missionária. Você pode adotar um missionário e ser um missionário sustentador e, desse jeito, contribuir para a obra missionária.
-Legal, pai, assim eu vou poder contribuir, orar e, quando crescer, ser um missionário.
- Isto mesmo, meu filho, estou orgulhoso de sua decisão.
Depois daquela viagem Pedrinho sempre contribuia, orava e lembrava daquelas crianças. Ele sempre pensava nelas porque nunca tinha visto algo igual. Era tanto sofrimento, tantas crianças sem pais, sozinhas e doentes. Pedrinho aprendeu que Jesus quer ajudar os que não têm paz e que ele também pode orar e fazer algo por aqueles que sofrem.
Extraído da Revista Crianças e Missões

@ Um rei mago de calça jeans – História para natal

Li esta história real na revista evangelística infantil “El Puentecito”. Desenhada e adaptada por Gabriela Pache de Fiúza. Traduzida por Luis Henrique Lucena Coelho.


Davi tinha ganhado o presente que tanto queria, já fazia bastante tempo. Era um enorme jogo de montar, aquele que conhecemos por “legos”. Este jogo consiste, como sabemos, em muitas pecinhas de diferentes formas, cores e tamanhos, você deve encaixar e desencaixar para construir o que quiser.
Como Davi desfrutava desse brinquedo! Ele brincava quase todos os dias, era o seu brinquedo preferido! E quantas coisas que ele construía: Fabulosas torres, raríssimas pontes, surpreendentes prédios… em fim! Era um arquiteto do futuro! Passava horas entretido com seu brinquedo.

 

 

No domingo, Davi havia passado horas excelentes na igreja com muitas outras crianças. Cantavam lindas canções e aprendiam de Deus, conversavam, faziam planos e desfrutavam ouvindo lindas historias. Justamente nesse domingo Tia Mimí, uma das professoras, lhes havia contado sobre o nascimento de Jesus e a passagem em Mateus 2, onde uns magos seguindo uma estrela levaram presentes para Jesus. Esses presentes eram muito valiosos e com certeza ajudaram nos cuidados e sustento de Jesus nos primeiros anos de vida. Também contou que uns irmãozinhos gêmeos, quando ouviram esta história da Bíblia também quiseram dar presentes a crianças que não tinham brinquedos e que não ganhariam nada no natal. Eles foram “reis magos invisíveis” no Natal, preparando uma lindíssima surpresa para um vovozinho muito pobre e seus netinhos, colocando lindos presentes na porta da casa junto com um folheto que falava de Jesus e tinha o endereço da igreja, sem serem vistos. E para surpresa dos gêmeos, o vovô e as crianças foram para a igreja dos gêmeos no domingo e entregaram as suas vidas a Jesus.
As quase cem crianças que escutavam a Tia Mimi estavam muito atentas e interessadíssimas com a historia. No se ouvia nenhum mosquito voar; sobre tudo quando Tia Mimi, ao finalizar, lhes fez uma importantíssima proposta: o que vocês acham de nós também sermos “reis magos ou anjos invisíveis” para estas festas? Olhem seus brinquedos e roupas. Pensem em algum amiguinho que não tenha brinquedos. Seria muito emocionante compartilhar com alguém um pouco daquilo que Deus nos deu!!!


Tia Mimí pediu para as crianças se tomarem das mãos e orarem para pedir a Jesus orientação sobre o que fazer e para que cada criança tomasse decisões sobre a proposta para esse natal.
Logo as idéias começarão a surgir no coração e na cabeça de Davi. É que quando falamos com Deus e o escutamos, Ele também fala conosco! O seu Espírito nos guia a fazer a vontade de Deus!!!

Poucos dias depois, Tia Mimi encontrou Davi muito ocupado.

Conferia uma por uma as diversas pecinhas do seu enorme “legos”. Se estavam sujas, ele as limpava; se faltava alguma, colocava tudo de cabeça para baixo, até encontra-la.

Você esta preparando outra invenção, outra grande construção? Perguntou Mimi.

– “Não! -respondeu Davi – estou preparando o “legos” para dar de presente as crianças da família Garcia”

Tia Mimi ficou muda enquanto Davi continuava falando:

-“ O papai deles esta desempregado e eles são muitos. Com certeza os pais não poderão comprar nenhum presente para as crianças no Natal. Acho que eles vão amar este brinquedo, né? Bom…isso espero! É um brinquedo que todos podem jogar!!

-“Mas… você têm certeza que quer dar esse brinquedo??…” perguntou Mimi, insegura.

Davi, arrumou o cabelo e falou com convicção:

-“Eu já estou grandinho, Tia Mimi. Já brinquei muito de “legos”. Quero compartilhar o que tenho, como dissemos no domingo. Já tinha um tempinho que essa idéia estava dando voltas na minha cabeça, e no domingo tomei a decisão. Creio que é uma idéia de Jesus. A única coisa é que…”

-“É o que, Davi?…” Mimi segurou a respiração.

-“A caixa é muito grande! Você me ajudaria a levá-la?…”


Ao entardecer carregaram o pacote no carrinho da Tia Mimi. Na casa da família Garcia, estavam João Paulo, Luis e Lucas, os três mais pequenos. Davi entregou a caixa com um sorriso um pouco tímido e uma explicação curtinha: “Oi, João Paulo! Isso é para vocês!” E João Paulo respondeu com outro sorriso um pouco tímido também, e com outra resposta curtinha: “Ah, que bom! Obrigado Davi!” e entrou de novo na casa.
Como do lado de fora escurecia e dentro da casa havia luz, Davi e Mimi não agüentaram a tentação de espiar pela janela, para ver o que estava acontecendo. Viram a João Paulo abrir o pacote, enquanto Luis e Lucas olhavam impacientemente. De repente se ouviu um enorme “ OHHHH”… e as pecinhas de diversas cores se espalharam sobre a mesa.

“Que fantástico!”

“Para fazer casinhas!”

“E torres!”

“E aviões!” …

Então um dos três gritou emocionado:

-Vocês se lembram… se lembram que havíamos pedido a Jesus para que nos mandasse algum presente?”

Então Lucas, o mais pequeno se jogou sobre a mesa exclamando:

-Muito obrigado, Senhor! Muito obrigado Senhor!

Imediatamente João Paulo e Luis se jogaram sobre a mesa, abraçando as pecinhas coloridas e exclamando uma e outra vez:

-“Obrigado, obrigado, Senhor Jesus!”…

Davi e Mimi em seu esconderijo, estavam tão surpreendidos que ficaram mudos…



-“Ouviu isso? Eles haviam pedido a Jesus! Ouviu? … Eu jamais esquecerei deste momento!…”
Davi falava baixinho para não ser ouvido.

Davi e Tia Mimi caminharam uns metros em direção ao carro e Davi parou emocionado, fechou os seus olhos e chorando orou a Jesus. Agradeceu por poder ser um instrumento de Deus para abençoar esses meninos no Natal, agradeceu pelo Espírito Santo, porque ele fala aos nossos corações e porque Deus responde todas as orações. Foi uma oração entre lágrimas e sorrisos.

Com sua franja ao vento, sua camisa meio para fora e sua desgastada calça jeans azul, não parecia exatamente um anjinho, nem muito menos ainda um “Rei Mago”, mas em seus olhos de cor castanho havia o brilho do céu e a felicidade de rei. É que estava sendo comprovado que seu presente tinha muito, muitíssimo valor. Não só para seus três queridos amiguinhos, mas também para seu grande amigo Jesus. Porque quando voltavam a casa no carrinho da tia Mimi, se lembrou de algo muito, muito importante que Jesus disse:

“lhes a seguro que tudo o que fizerem por um destes irmãos meus mais humildes, por mim mesmo o fizeram”. (Mateus 25:40)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

@ Águias ou Galinhas?


Rodrigo e Ana gostavam de passar férias no campo, na casa do avô João e da avó Luisa. Brincavam todo o dia, corriam, nadavam e ajudavam nas tarefas do campo.


Pelas noites, os avós liam com eles porções da Palavra de Deus. Cantavam e oravam juntos. Essa noite, tinham meditado no Pai Nosso, com ênfase na frase final: “Porque Teu e o reino, o poder e a glória, por sempre…”
-Devemos estar preparados para o retorno do nosso poderoso Rei!- repetia sempre a avó.


 Pelas noites, os avós liam com eles porções da Palavra de Deus. Cantavam e oravam juntos. Essa noite, tinham meditado no Pai Nosso, com ênfase na frase final: “Porque Teu e o reino, o poder e a glória, por sempre…”
-Devemos estar preparados para o retorno do nosso poderoso Rei!- repetia sempre a avó.


 Os meninos ficaram curiosos com o que a avó tinha dito. Mas na manhã seguinte tinham esquecido o assunto. As crianças brincavam entretidas quando chegou o avô com algo nas mãos:
-“Olhem crianças, Olhem o que achei no quintal!”
Era um pintinho de algum pássaro diferente! Mas, que diferente era!



O avô o levou ao galinheiro. Os pintinhos, patos, gansos, peru… todos começaram a gritar e a correr daqui pra acolá, apavorados e gritando. Era uma bagunça!


 Dona galinha muito seria o inspeciono, primeiro com um olho e depois com o outro. O pintinho era muito estranho, e tremia da cabeça aos pés. No final a galinha abriu as suas assas e o cobriu. Os pintinhos se aproximaram para examinar o novo maninho.



Os dias passaram e os pintinhos cresceram e o pintinho estranho também. Ele era muito diferente de todos! Tinha assas enormes! Voava de um canto ao outro. Todos os outros integrantes do galinheiro tentavam imitá-lo mais não conseguiam.

Rodrigo e Anita acompanhavam o crescimento deste pássaro com muita curiosidade. E perguntavam. –“Vovô, que pássaro e este?” O avô João respondia misteriosamente: “Um dia saberão!” 

 Um dia aconteceu algo… Rodrigo e Ana estavam juntando frutas quando ouviram um som. Parecia um chamado desde muito longe. –”Esta vindo lá de cima! Olha! O que será isso? ” -O som ia se aproximando, se ouvia mais perto a cada momento.
Por fim conseguiram ver! La encima no céu, voava um enorme pássaro. Ele voava em círculos sobre o galinheiro enquanto repetia sem parar o seu chamado. –Avô! Avó! Venham correndo, rápido…


 Então aconteceu algo maravilhoso. O pássaro estranho estendeu suas assas e começou a se elevar. Passou pela tela de arame do galinheiro. Voou sobre os telhados da casa, voou até que se uniu com aquele majestoso pássaro nas alturas!

 Era uma águia! O nosso pássaro estranho era uma águia!-gritavam as crianças.
Os moradores do galinheiro estavam alvoroçados. Os pintinhos pulavam e sacudiam as assas tentando voar sem êxito. As galinhas e os galos cocoricavam. Os gansos grasnavam. Os cachorros latiam. Os canários assoviavam descontrolados…



Passados uns minutos a calma foi voltando na chácara. Os avós e as crianças se sentaram na varanda.
-Sabem crianças?- disse o vovô. Um dia acontecerá com a gente algo parecido…
- É verdade!- Afirmou a avó. Um dia Jesus nosso Rei voltará nas nuvens e nos chamará como a águia…


Quando alguns ouvirem o chamado, irão com Ele, como aquele filhote de águia. Mas outros ficarão como aquelas galinhas.
-Eu não sei se serei águia ou galinha quando Jesus vier!- disse Rodrigo muito pensativo e visivelmente preocupado.
- Nem eu! -disse Ana com os olhinhos cheios de lágrimas.

Filhinhos –disse o vovô- somente os que receberam Jesus no seu coração têm a vida eterna e poderão voar em direção a Ele quando forem chamados. Aqueles que não recebem Jesus nos seus corações são somente galinhas… ficarão aqui quando Jesus vier. Não poderão ir com Ele ainda que tentem.
-Eu quero ser águia! –gritaram Rodrigo e Ana levantando a mão com entusiasmo.


 Filhinhos –disse o vovô- somente os que receberam Jesus no seu coração têm a vida eterna e poderão voar em direção a Ele quando forem chamados. Aqueles que não recebem Jesus nos seus corações são somente galinhas… ficarão aqui quando Jesus vier. Não poderão ir com Ele ainda que tentem.
-Eu quero ser águia! –gritaram Rodrigo e Ana levantando a mão com entusiasmo.




Ali mesmo falaram com Deus:
-Senhor Jesus, entra em meu coração. Me perdoa pelos pecados. Limpa meu coração de toda sujeira. Não quero ser uma galinha quando o Senhor vier buscar os seus filhos!
- Querido Rei, eu quero ser um águia e estar atento ao teu chamado e subir com o Senhor quando vier naquele glorioso dia! Seja o Rei e Senhor da minha vida.
E você amiguinho? Está pronto para ouvir o grande chamado final? Está preparado para quando o Rei vier, cheio de poder e Gloria?

@ A Pérola de Grande valor

Rajan, era um velho hindu pescador de pérolas, que acabava de submergir bem fundo na água. Na margem do rio, um homem loiro o esperava ansioso. Sabem quem era o homem? Era um missionário que tinha deixado o seu lar e tudo o que tinha para ir à Índia, a fim de falar sobre amor de Jesus pelas pessoas. Ele era o missionário David Morse, e nessa ocasião já era muito amigo do velho Rajan.
Rajan por fim, surgiu, rosto moreno na superfície da água sorrindo.
-Acho que encontrei uma pérola bem jóia senhor David, olha só!
David pegou a ostra com as suas mãos e abrindo-a com a faca gritava com alegria.
-Olha aqui Rajan, você encontrou um verdadeiro tesouro!
O velho Rajan olhou para a pérola e disse: Sim, mas há muitas pérolas melhores do que essa. Eu tenho uma muito grande e valiosa na minha casa.
-Veja, esta pérola tem umas manchas e também algumas imperfeições, como se fossem rugas! –disse David.
Rajan sorriu e disse:
-Viu? Isso se aplica ao seu tipo de pregação. A gente se acha bom aos nossos próprios olhos, mas Deus nos vê do jeito que somos: sujos e pecadores.
-Sim você tem razão Rajan –respondeu o missionário – mas ainda sendo tão maus e pecadores, Deus oferece de graça a sua salvação, oferece Seu perdão, nos limpa pelo Sangue de Seu Filho, e quer nos levar para o céu. Você pode entender isto querido Rajan?
-Não senhor, disse Rajan enquanto caminhavam de volta para cidade. Talvez você pense que eu sou muito orgulhoso, mas não posso aceitar o céu como um presente de Deus. Eu devo trabalhar muito para ganhar um lugar no céu.
- Mas Rajan, disse o missionário com tristeza; dessa maneira você jamais chegará no céu. E veja amigo, você está muito velho, talvez seja a última temporada que você pesca ostras. E se realmente quer ver as portas de perolas dos céus, você tem que aceitar por fé a salvação de Deus, porque ninguém pode comprar a salvação e o céu.



-Ah, não senhor David. –exclamou Rajan. Olhe, o senhor tem razão; hoje foi meu último dia como pescador de pérolas. Jamais voltarei a esta profissão, porque quando começar o ano novo sabe o que farei? Olhe, olhe bem para aquele homem!
O missionário olhou e viu um homem que passava pelo caminho descalço e com os pés ensangüentados, dava uns passos e depois de joelhos beijava o chão. Que coisa triste era ver aquele homem!
-Você está vendo? Isso é bom! –disse Rajan. Esse é um peregrino que faz penitência para alcançar o perdão dos pecados. É isso que eu farei. Daqui a poucos dias vou para a cidade de Delhi. Comprarei os céus, senhor David, só que irei de joelhos!
-Mas você ficou louco? Há milhares de kilómetros até Delhi! – disse o missionário. Seus joelhos ficarão despedaçados, ficarão infeccionados e com lepra antes de chegar em Delhi. Oh meu querido amigo! você vai morrer sem encontrar o amor de Deus. Eu não posso deixar que você faca isso, o Senhor Jesus já morreu para comprar o céu para você.
Mas Rajan não entendia nem queria aceitar a graça de Deus.


Passaram-se vários dias e o senhor Davi estava muito triste pelo seu amigo Rajan. Numa certa tarde ele ouviu umas batidas na porta. Era Rajan, e estava com o seu rosto muito sério.
-Venha comigo à minha casa, quero mostrar-lhe uma coisa. Por favor, venha. – Em silêncio chegaram na casa de Rajan.
-Amigo David, disse o velho hindu – amanhã começo a procissão de joelhos para Delhi. Sente-se aqui um pouquinho por favor, eu já volto!
Rajan saiu do quarto e pouco depois voltou trazendo uma pequena caixa forte muito segura.
-Eu guardei esta caixa por muitos anos. E dentro dela eu guardo somente um objeto que tem muito valor! É um segredo que não conto a ninguém há muitos anos… Senhor David, o senhor não chegou a conhecer, mas eu tive um filho. – Os olhos do velho hindu se encheram de lágrimas enquanto ia falando.
-Meu filho foi o melhor pescador de pérolas de toda a costa da índia. Ele sempre sonhava em achar uma pérola incomparável, queria a melhor pérola nunca vista. Um dia, ele a encontrou…mas quando abriu a ostra ele já estava muito tempo mergulhado. E ainda que tivesse achado a pérola perfeita ele, morreu poucos dias depois.
-Por todos esses anos tenho conservado esta pérola. Mas, como agora estou partindo para não mais retornar, quero dar esta pérola de presente ao senhor. Sabe senhor David, o senhor tem sido meu melhor amigo nestes anos, e quero lhe dar este presente…
Dizendo isto Rajan abriu a fechadura da caixa e dos algodões tirou uma pérola gigante e a colocou na mão do seu amigo.
Que maravilha! Era realmente perfeita. Por um momento o senhor David ficou mudo de espanto, contemplando a pérola. Depois disse:
-É a pérola mais maravilhosa que eu já vi em toda a minha vida! E quero comprá-la senhor Rajan! Quanto custa hein? Eu darei 10.000 reais por ela! MMM não! Ainda é pouco, aliás, pagarei 20.000 reais por ela. O que você me diz? Vale mais do que isso? Já sei, eu trabalharei para você pelo resto da minha vida para obter essa pérola!
Rajan não acreditava no que ouvia. Até que em fim respondeu…
- Senhor David, por favor, essa pérola não tem preço. Ninguém no mundo pode pagar o que ela vale para mim. Ela não está à venda. É um presente para o senhor!
-Não senhor Rajan…- disse o missionário – desse jeito não poso aceitar! Talvez pareça eu um pouco orgulhoso, mas eu vou trabalhar, vou me sacrificar e assim conseguirei comprar essa pérola tão valiosa.
O velho tremia de indignação!
- O senhor não está entendendo! Meu único filho deu a sua vida para pegar esta pérola do fundo do mar. O valor desta pérola é a vida e o sangue do meu filho. Não está a venda! Aceite a pérola como um presente meu… por favor…
Então o missionário falou muito emocionado.


-Rajan, meu amigo… Você não esta vendo que o Senhor quer ensinar algo para você? Deus está oferecendo a salvação da sua alma como um presente, porque custou nada menos que a vida e o sangue do seu próprio Filho, e Único Filho. A salvação é tão grande que nenhum homem na terra pode comprá-la; e ninguém é tão bom que a possa merecer. Rajan, eu aceitarei humildemente esta pedra preciosa, porque dinheiro e sacrifício nenhum pagarão pela vida do seu filho. E neste momento Deus também lhe oferece a salvação de graça. Ele oferece o perdão dos seus pecados e quer levá-lo para o céu. Você não quer aceitar também humildemente este maravilhoso presente de Deus sabendo que custou a vida do seu único Filho Jesus?
As lágrimas caíam copiosamente do rosto de Rajan.
- Agora entendo! E aceito a salvação de Jesus o Filho de Deus, eu nunca poderia pagar o preço de um amor tão grande, que é o amor de Deus por mim! Só me resta aceitá-lo!
Assim o missionário orou com o velho pescador, e naquele dia Rajan recebeu o maior presente, a inigualável pérola de Deus! Jesus o Presente de Deus aos homens!


@Pipoca, o peixinho encrenqueiro

Era uma vez um peixinho que se chamava Pipoca. Ele tinha esse nome porque aonde ele ia estourava uma confusão. Sabe por que? Ele era muito fofoqueiro. Vivia inventando umas “mentirinhas” a respeito dos outros peixinhos.
No recife, onde ele e os outros peixinhos moravam, era um lugar muito bonito. A água era tão limpinha que lá de baixo dava pra ver o céu. Tinha muitos corais, plantinhas e muita comida pra alimentar todos os peixinhos. Era o local preferido da maioria dos peixes.
Pipoca não gostava, ele ficava com raiva e vivia reclamando:
- Esse lugar está muito cheio. Não dá nem para nadar. Porque todo mundo tem que vir pra cá?




Splash, um peixinho que passava na hora, ouviu Pipoca reclamar e disse:
- Pipoca, aqui é seguro, não tem pescadores, tem muita comida pra todos, não tem poluição, por isso a maioria dos peixes vive aqui.
Pipoca respondeu:
- Ah não dá, ta muito cheio, procurem outro lugar.
- Não Pipoca, como diz o ditado – “os incomodados que se retirem”, o mar é nosso também. Procure você outro lugar para morar.
Pipoca ficou vermelho de raiva, ele pensou:
…È assim né, procurar outro lugar. Eu cheguei aqui primeiro, então esse lugar é meu! Já sei o que vou fazer para esvaziar o recife. Vou inventar umas mentirinhas e logo todos os peixes vão se zangar uns com os outros e vão embora.


E assim ele começou…
Procurou o camarão e disse:
- Sabe camarão, estou muito triste.
- Por que, disse o camarão.
- O baiacu falou que você é muito feio, tem uns bigodes enormes e parece uma pimenta, de tão vermelho.
- O camarão ficou muito irritado e foi tirar satisfação com o baiacu.



- Pipoca foi correndo até o baiacu para provocá-lo também.
- Sabe Baiacu, estou muito, muito triste.
- Por que Pipoca. O que está acontecendo?
- É o Camarão.
- O que houve com o Camarão, ele é meu amigo.
- Amigo?! Se aquilo é amigo, você não precisa de inimigo.
- Por que está dizendo isso Pipoca?
- Sabe como é, eu não gosto de fofoca, mas não agüento ver uma injustiça.
- Diga logo, Pipoca.
- È que o Camarão disse que você é espinhudo e quando infla, fica parecendo uma baleia de tão gordo.
- Ah é! Mas o Camarão parecia tão meu amigo, falando umas coisas dessas a meu respeito? Vou tirar satisfação com ele.
E foi…



Pipoca ficou rindo… Estou conseguindo.
Quando o Camarão e o Baiacu se encontraram foi a maior confusão!
Eles discutiram muito, pois já estavam zangados, e um não deixava o outro falar. Foi a maior briga.
Pipoca ficava de longe, só rindo da confusão.
E assim foi… Pipoca foi inventando mentiras sobre os peixinhos do lugar e ia soltando seu veneno. Os peixes, ingênuos, acreditavam em sua estória, acabavam brigando uns com os outros, brigavam e iam embora para outro lugar.



A confusão foi tão grande que o lugar foi ficando vazio, vazio. Splash tomou um susto, ele estava viajando por outras águas, quando voltou ao recife, ele estava vazio, só Pipoca estava lá.
Ele pensou… o que está acontecendo este lugar é tão movimentado, tão alegre, cheio de vida, está tão triste. Aí ele viu Pipoca nadando, nadando, todo alegre.
- Pipoca, onde estão os outros peixes? O que aconteceu? Os pescadores descobriram o nosso refúgio?
- Ah, não sei não, os peixes resolveram se mudar pra outro lugar.
- Por que? Disse Splash.
- Ah não sei! Eles arrumaram uma confusão, brigaram e cada um foi prá um lado.
- Porque só você ficou aqui Pipoca?
- Ora, aqui é a minha casa, meu lugar, é aqui que eu devo ficar.
- Por que os peixes brigaram, eram tão unidos, tão amigos?
- Umas fofocas que inventaram por aí, e eles acreditaram.
- Fofocas, que fofocas, quem inventou isso? E a seu respeito, ninguém disse nada?
Splash, começou a desconfiar de Pipoca.
- A meu respeito, bem, é, quer dizer, hum, eu não sou bobo, não acredito em qualquer coisa.
- Ah é! E sobre aquela estória que você andava reclamando que o recife estava muito cheio?
- Splash, que era um peixinho muito inteligente, começou a apertar Pipoca com tantas perguntas, ele sabia que tinha alguma coisa errada.
- Pipoca, que tinha a língua solta, não agüentou e disse:
- Ta bom, eu confesso fui eu que inventei as fofocas. Mas não me arrependo, o recife ficou do jeito que eu queria, bem vazio e sossegado.
- Splash, responde:
- Ah é, então fique com o recife todo prá você, porque eu também vou para outro lugar, vou procurar os meus amigos, fique aí sozinho, do jeito que você queria.


- Vai mesmo, eu não preciso de ninguém, posso viver aqui sozinho, vai mesmo, tchau!
Só que Pipoca achou que poderia viver sozinho. Sem ninguém para brincar, estudar, conversar. Passava todos os dias ali sozinho, nadando de um lado para o outro. Sem nada para fazer.
- Que coisa chata, eu não tenho ninguém para brincar, não tenho ninguém para conversar, eu estou me sentindo tão sozinho. Buá….Buá…
E começou a chorar, ele chorava tão alto que os outros peixinhos ficaram com muita pena dele. Apesar do que Pipoca tinha feito, eles mesmo assim o amavam e resolveram ver o que estava acontecendo.


- Splash, que era tipo um líder, perguntou:
- O que está acontecendo com você Pipoca, por que está chorando?
- Eu me sinto tão só , eu não sabia que era tão ruim ficar sozinho, sem ninguém para brincar, conversar.
- Ah então você não queria o recife todo para você?
- Eu não quero mais, o recife não é só meu, eu quero os meus amigos de volta.
- Então, peça desculpas a todos e diga que foi você que inventou todas aquelas mentiras.
E assim foi, Pipoca pediu perdão a todos e disse que nunca mais faria aquilo, ele tinha aprendido a lição. Ninguém pode viver sozinho. Todos nós precisamos de alguém. Precisamos da mamãe, do papai, dos irmãos, do coleguinha, precisamos os irmãos da nossa igreja. E principalmente precisamos de JESUS CRISTO. Pois sem ele é muito difícil viver.
“Oh quão bom e quão maravilhoso é viverem unidos os irmãos”! (Salmo 133:1)
OBS. Outros versículos poderão ser usados nesta história, confome a necessidade e assunto de cada um.